Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Buscar
Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

Se você ainda não é um dos mais de 50 mil seguidores da agroinfluencer Raquel Wedmann no Instagram, está na hora de dar o follow por lá. A jovem de 31 anos, que é agricultora, engenheira agrônoma e administradora (isso tudo mesmo, ufa!), começou na rede social despretensiosamente, postando fotos do dia a dia no campo.

Era entre 2016 e 2017, e as imagens bonitas da lavoura, no final de tarde, mostraram que faziam sucesso na rede. “Muitos perfis de agricultura começaram a respostar, e um amigo meu falou: ‘suas fotos são lindas, só que não entendo o que você quer falar’. Foi, então, que comecei a explicar o que era, e foi tomando uma proporção enorme”, lembra Raquel.

O rótulo de influenciadora digital veio naturalmente, não foi um desejo, mas ela agradece aos colegas que respostaram suas publicações, já que tomou gosto pelo hobby e, hoje, usa a rede social para se comunicar com produtores rurais de uma maneira fácil. “Recebo muitas mensagens de estudantes de faculdade. Ver a imagem na Internet e na sala de aula é totalmente diferente de ir ao campo. É uma explicação que grava muito mais rápido na mente”, diz a agricultora, que conta com orgulho a história da sua família no agronegócio.

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

Idade: 31 anos
Profissão: agricultora, engenheira agrônoma e administradora
Redes sociais: Instagram (@rwedmann)

Terceira geração de mulheres fortes!

“Eu e meus irmãos somos a terceira geração de agricultores na nossa família. Meus avós começaram, vieram do Rio Grande para o Paraná e compraram um pedaço de terra. Meu avô tinha uma Kombi e levava as pessoas da vila para a cidade para fazer compra. Foi comprando pedaço de terra, e virou a proporção que é hoje”, narra Raquel, que tem uma recordação bem vívida da avó como uma mulher “forte”: “Nunca vi ela sentada, se lamentando da vida. Estava sempre fazendo alguma coisa. Uma cena forte na minha cabeça é da vó mexendo na horta, nas flores”.

Com o falecimento do avô de Raquel, quem assumiu o negócio foi sua tia, outra “figura feminina muito forte na família” que passou a cuidar da administração, das compras e do campo na propriedade que fica em Terra Roxa, no oeste do Paraná, onde há cultivos de soja, milho, trigo, aveia e sorgo, a depender do clima.

Quando se formou na escola, Raquel foi para a cidade vizinha estudar Administração. Trabalhou um ano fora e voltou para casa. Seu pai dizia querer que um dos filhos fizesse agronomia. Única mulher dos quatro filhos, ela topou o desafio e foi rumo a Cascavel para a segunda graduação e uma pós em fertilidade.

Negócio de família

Ao regressar novamente para casa, o pai de Raquel sugeriu que ela trabalhasse fora para ter uma visão diferente, mas o irmão mais velho bateu o pé: ela não precisava de mais experiências, estava pronta para aprender ali mesmo. “Tenho um amor, uma admiração muito grande pelo meu irmão mais velho. Ele me instruiu, mostrou que a prática é diferente do que a gente estudou. Eu devo muito a ele do que me tornei. Acreditou em mim, foi meu mentor, deu a direção e me deixou bater asas”, diz.

O aprendizado nunca para, e Raquel está na segunda pós-graduação, em Gestão de Pessoas. Mora em Palotina, a 25 km da sede da fazenda, para onde vai todos os dias trabalhar. “Existem homens e homens. Já teve situações de agrônomos de multinacional chegarem e pedirem pra falar com um homem. Muito humildemente, meu irmão deixou a pessoa falar e instruiu a falar comigo. É questão de parceria. Sou privilegiada de ter uma tia que fazia isso, o que era raro, e um irmão que é super pra frente”, avalia.

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

Seja assinante! Receba gratuitamente as novidades da revista em primeira mão.

O digital é
para todos?

À frente de um negócio do agro, Raquel Wedmann já usou ferramentas digitais para mapeamento da lavoura e não hesita em dizer que é um “caminho sem volta”: “A tecnologia está aí, a gente precisa se adaptar a ela. Com os mapas, a gente vê as manchas no talhão, vai até lá para fazer o diagnóstico e saber o que aconteceu”.

A agricultora, no entanto, frisa a importância de haver um agrônomo para interpretar os dados, fazer os cruzamentos de informações de variedade, plantio e velocidade e fazer experimentos no aplicativo sem ter que bater bandeirinha. Apesar de ver muitas vantagens, a agroinfluencer atenta para um problema que ainda persiste no campo: a falta de conectividade.

“Nós não temos conexão no interior. No Paraná, que é superdesenvolvido, mal funciona sinal de telefone. Como ter conectividade no campo? O digital é bonito, acho sensacional, mas como colocar no campo? O interessante dele é corrigir o erro na hora do plantio. Mas como fazer isso sem sinal de Internet?”, questiona.

Syngenta Digital
responde

Assim como Raquel Wedmann, muitos produtores têm dúvidas sobre as tecnologias digitais no campo. Por isso, a influencer fez três perguntas que foram respondidas pelo Líder Técnico de Transformação Digital da Syngenta Digital, João Daniel Farias.

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
  • 01 Como resolver a conectividade no campo? Não adianta trazer a ferramenta se não tem como usar. Existe alguma parceria para isso?

    Conectividade é um assunto bastante comentado em vários debates sobre tecnologia. O custo e as alternativas sempre entram em cena quando o assunto é tornar cada vez mais viável a agricultura 5.0, berço da tecnologia. Uma forma de analisar o impasse da conectividade é entender os benefícios que o investimento pode trazer a todo o ciclo da fazenda e como será a jornada de adoção nos processos do dia a dia. A partir de uma visão estratégica, deve-se alinhar os custos recorrentes de uma fazenda e analisar possibilidades que façam com que a conexão encaixe nesse orçamento. O Cropwise Protector, da Syngenta Digital, por exemplo, funciona totalmente offline em campo, sendo necessário conexão à Internet para sincronia das informações, o que normalmente acontece no fim do dia, quando o usuário volta à sede, onde há conexão à rede de dados.

  • 02 Pensando que o digital já está funcionando, queria entender como fazer a conexão dos dados coletados. É por regional, por cidade? Como extrair os dados para ter uma noção de histórico da área e como isso vai ser mostrado?

    Toda informação coletada pelo Cropwise Protector é mostrada de forma intuitiva e analítica em diversos dispositivos, como celulares e tablets. Os dados levantados em campo com o aplicativo são exibidos por fazenda, em formato de mapas de cores, evidenciando com coloração forte os locais da fazenda de maior infestação das pragas monitoradas. Dessa forma, é possível ter uma direção por onde começar a entender os problemas encontrados em uma área, poupando tempo do agrônomo. Contamos com uma iniciativa regional com parceiros de monitoramento. Esses dados são coletados por um time bem treinado e mostradas em um mapeamento regional, exibindo ao usuário do Cropwise Protector insights das aproximações dos principais insetos da soja.

  • 03 Como facilitar a captação de dados para o app? Hoje, o drive precisa de um ipad, são muitas coisas dentro do trator que temos que ficar cuidando. Existe uma maneira mais fácil, mais simples de gerar os dados?

    A geração de dados é um processo superimportante para o funcionamento do digital. Uma geração eficiente permite conformidade e precisão para análises necessárias. Normalmente, a captação de dados é feita por dispositivos customizados para o levantamento das principais variáveis medidas em campo. Esses aparatos podem ter várias complexidades e tamanhos, mas sua principal característica deve ser a confiabilidade para encarar as adversidades em campo. O Cropwise Protector conta com uma geração de dados totalmente offline através de dispositivos preparados. A Internet só é necessária no momento de sincronia dos dados, quando os monitoramentos são guardados em nuvem, e as análises, processadas por nossas ferramentas de exibição em mapas, dashboards e relatórios.

Leia Também


Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
Tendências do agronegócio

"Um novo cenário para o setor está emergindo, o qual exige maior atenção das organizações às novas configurações econômicas, tecnológicas e regulatórias, além dos novos comportamentos socioculturais."

Marcos Fava Neves, Doutor Agro
veja e ouça
Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
Economia

“Começamos o ano, neste primeiro trimestre, vindo de ótimos resultados em 2020 e caminhando para uma nova supersafra no Brasil, com preços das commodities em alta, além de uma taxa de câmbio favorável nas exportações”.

José Luiz Tejon Megido
veja e ouça
Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
Mulheres no Agro

“Independentemente da vibe que você viveu ano passado, eu preciso te relembrar que um novo momento se abriu para todos nós. 2020 foi um ano de aprendizado. Mas foi um divisor de águas para nós que vivemos e respiramos o agro”.

Andrea Cordeiro
veja e ouça
Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

Se você ainda não é um dos mais de 50 mil seguidores da agroinfluencer Raquel Wedmann no Instagram, está na hora de dar o follow por lá. A jovem de 31 anos, que é agricultora, engenheira agrônoma e administradora (isso tudo mesmo, ufa!), começou na rede social despretensiosamente, postando fotos do dia a dia no campo.

Era entre 2016 e 2017, e as imagens bonitas da lavoura, no final de tarde, mostraram que faziam sucesso na rede. “Muitos perfis de agricultura começaram a respostar, e um amigo meu falou: ‘suas fotos são lindas, só que não entendo o que você quer falar’. Foi, então, que comecei a explicar o que era, e foi tomando uma proporção enorme”, lembra Raquel.

O rótulo de influenciadora digital veio naturalmente, não foi um desejo, mas ela agradece aos colegas que respostaram suas publicações, já que tomou gosto pelo hobby e, hoje, usa a rede social para se comunicar com produtores rurais de uma maneira fácil. “Recebo muitas mensagens de estudantes de faculdade. Ver a imagem na Internet e na sala de aula é totalmente diferente de ir ao campo. É uma explicação que grava muito mais rápido na mente”, diz a agricultora, que conta com orgulho a história da sua família no agronegócio.

Idade: 31 anos
Profissão: agricultora, engenheira agrônoma e administradora
Redes sociais: Instagram (@rwedmann)

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

Terceira geração de mulheres fortes!

“Eu e meus irmãos somos a terceira geração de agricultores na nossa família. Meus avós começaram, vieram do Rio Grande para o Paraná e compraram um pedaço de terra. Meu avô tinha uma Kombi e levava as pessoas da vila para a cidade para fazer compra. Foi comprando pedaço de terra, e virou a proporção que é hoje”, narra Raquel, que tem uma recordação bem vívida da avó como uma mulher “forte”: “Nunca vi ela sentada, se lamentando da vida. Estava sempre fazendo alguma coisa. Uma cena forte na minha cabeça é da vó mexendo na horta, nas flores”.

Com o falecimento do avô de Raquel, quem assumiu o negócio foi sua tia, outra “figura feminina muito forte na família” que passou a cuidar da administração, das compras e do campo na propriedade que fica em Terra Roxa, no oeste do Paraná, onde há cultivos de soja, milho, trigo, aveia e sorgo, a depender do clima.

Quando se formou na escola, Raquel foi para a cidade vizinha estudar Administração. Trabalhou um ano fora e voltou para casa. Seu pai dizia querer que um dos filhos fizesse agronomia. Única mulher dos quatro filhos, ela topou o desafio e foi rumo a Cascavel para a segunda graduação e uma pós em fertilidade.

Negócio de família

Ao regressar novamente para casa, o pai de Raquel sugeriu que ela trabalhasse fora para ter uma visão diferente, mas o irmão mais velho bateu o pé: ela não precisava de mais experiências, estava pronta para aprender ali mesmo. “Tenho um amor, uma admiração muito grande pelo meu irmão mais velho. Ele me instruiu, mostrou que a prática é diferente do que a gente estudou. Eu devo muito a ele do que me tornei. Acreditou em mim, foi meu mentor, deu a direção e me deixou bater asas”, diz.

O aprendizado nunca para, e Raquel está na segunda pós-graduação, em Gestão de Pessoas. Mora em Palotina, a 25 km da sede da fazenda, para onde vai todos os dias trabalhar. “Existem homens e homens. Já teve situações de agrônomos de multinacional chegarem e pedirem pra falar com um homem. Muito humildemente, meu irmão deixou a pessoa falar e instruiu a falar comigo. É questão de parceria. Sou privilegiada de ter uma tia que fazia isso, o que era raro, e um irmão que é super pra frente”, avalia.

Seja assinante! Receba gratuitamente as novidades da revista em primeira mão.

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital

O digital é
para todos?

À frente de um negócio do agro, Raquel Wedmann já usou ferramentas digitais para mapeamento da lavoura e não hesita em dizer que é um “caminho sem volta”: “A tecnologia está aí, a gente precisa se adaptar a ela. Com os mapas, a gente vê as manchas no talhão, vai até lá para fazer o diagnóstico e saber o que aconteceu”.

A agricultora, no entanto, frisa a importância de haver um agrônomo para interpretar os dados, fazer os cruzamentos de informações de variedade, plantio e velocidade e fazer experimentos no aplicativo sem ter que bater bandeirinha. Apesar de ver muitas vantagens, a agroinfluencer atenta para um problema que ainda persiste no campo: a falta de conectividade.

“Nós não temos conexão no interior. No Paraná, que é superdesenvolvido, mal funciona sinal de telefone. Como ter conectividade no campo? O digital é bonito, acho sensacional, mas como colocar no campo? O interessante dele é corrigir o erro na hora do plantio. Mas como fazer isso sem sinal de Internet?”, questiona.

Syngenta Digital
responde

Assim como Raquel Wedmann, muitos produtores têm dúvidas sobre as tecnologias digitais no campo. Por isso, a influencer fez três perguntas que foram respondidas pelo Líder Técnico de Transformação Digital da Syngenta Digital, João Daniel Farias.

Syngenta Digital Responde - Revista Syngenta Digital
  • 01 Como resolver a conectividade no campo? Não adianta trazer a ferramenta se não tem como usar. Existe alguma parceria para isso?

    Conectividade é um assunto bastante comentado em vários debates sobre tecnologia. O custo e as alternativas sempre entram em cena quando o assunto é tornar cada vez mais viável a agricultura 5.0, berço da tecnologia. Uma forma de analisar o impasse da conectividade é entender os benefícios que o investimento pode trazer a todo o ciclo da fazenda e como será a jornada de adoção nos processos do dia a dia. A partir de uma visão estratégica, deve-se alinhar os custos recorrentes de uma fazenda e analisar possibilidades que façam com que a conexão encaixe nesse orçamento. O Cropwise Protector, da Syngenta Digital, por exemplo, funciona totalmente offline em campo, sendo necessário conexão à Internet para sincronia das informações, o que normalmente acontece no fim do dia, quando o usuário volta à sede, onde há conexão à rede de dados.

  • 02 Pensando que o digital já está funcionando, queria entender como fazer a conexão dos dados coletados. É por regional, por cidade? Como extrair os dados para ter uma noção de histórico da área e como isso vai ser mostrado?

    Toda informação coletada pelo Cropwise Protector é mostrada de forma intuitiva e analítica em diversos dispositivos, como celulares e tablets. Os dados levantados em campo com o aplicativo são exibidos por fazenda, em formato de mapas de cores, evidenciando com coloração forte os locais da fazenda de maior infestação das pragas monitoradas. Dessa forma, é possível ter uma direção por onde começar a entender os problemas encontrados em uma área, poupando tempo do agrônomo. Contamos com uma iniciativa regional com parceiros de monitoramento. Esses dados são coletados por um time bem treinado e mostradas em um mapeamento regional, exibindo ao usuário do Cropwise Protector insights das aproximações dos principais insetos da soja.

  • 03 Como facilitar a captação de dados para o app? Hoje, o drive precisa de um ipad, são muitas coisas dentro do trator que temos que ficar cuidando. Existe uma maneira mais fácil, mais simples de gerar os dados?

    A geração de dados é um processo superimportante para o funcionamento do digital. Uma geração eficiente permite conformidade e precisão para análises necessárias. Normalmente, a captação de dados é feita por dispositivos customizados para o levantamento das principais variáveis medidas em campo. Esses aparatos podem ter várias complexidades e tamanhos, mas sua principal característica deve ser a confiabilidade para encarar as adversidades em campo. O Cropwise Protector conta com uma geração de dados totalmente offline através de dispositivos preparados. A Internet só é necessária no momento de sincronia dos dados, quando os monitoramentos são guardados em nuvem, e as análises, processadas por nossas ferramentas de exibição em mapas, dashboards e relatórios.